::: Continuando o vaguear pelas congruências módulo m.

.::. Do último teorema, do último artigo, podemos fazer coisas fantásticas com os números. Por exemplo:

.::. Eu quero saber o resto da divisão de \displaystyle\ 41^{65} por 7. Mas, para que isso? Calma…

.::. Bom, eu sei que 41\equiv\ -1(mod\ 7), pois 7 | 41-(-1).

.::. Utilizando aquele último teorema, eu posso fazer: 41^{65}\equiv\ (-1)^{65}(mod\ 7), que tem como resultado:

41^{65}\equiv\ -1(mod\ 7)

.::. Mas também sabemos que -1\equiv\ 6(mod\ 7).

.::. Logo, temos que:

41^{65}\equiv\ -1(mod\ 7) e  -1\equiv\ 6(mod\ 7) \Rightarrow 41^{65}\equiv\ 6(mod\ 7)

.::. Ou seja, o resto dessa divisão é igual a 6.

_________________________________________________________________________________

.::. Utilizando os demais teoremas demonstrados no artigo anterior, podemos saber qual é, por exemplo, o resto da divisão de 7^{100}+11^{100} por 13.

.::. Bem, sabemos que 7^{2}\equiv\ 10(mod\ 13). Podemos fazer:

7^{4}\equiv\ 10^{2}(mod\ 13)\Rightarrow\ 7^{4}\equiv\ 100(mod\ 13)

.::. Mas 100\equiv\ 9(mod\ 13). Então, 7^{4}\equiv\ 9(mod\ 13).

.::. Continuando… 7^{8}\equiv\ 81(mod\ 13). Mas 81\equiv\ 3(mod\ 13). Então:

7^{8}\equiv\ 3(mod\ 13)

.::. Podemos dar um salto maior agora, já que 7^{24}\equiv\ 27(mod\ 13), e como 27\equiv\ 1(mod\ 13), então 7^{24}\equiv\ 1(mod\ 13).

7^{96}\equiv\ 1^{4}(mod\ 13)

7^{100}\equiv\ 7^{4}(mod\ 13)

.::. Mas 7^{4}\equiv\ 9(mod\ 13), então concluímos que 7^{100}\equiv\ 9(mod\ 13).

.::. Agora, vamos fazer 11^{2}\equiv\ 4(mod\ 13).

11^{6}\equiv\ 64(mod\ 13). Mas 64\equiv\ -1(mod\ 13). Então:

11^{6}\equiv\ -1(mod\ 13)

11^{96}\equiv\ (-1)^{16}(mod\ 13)\Rightarrow\ 11^{96}\equiv\ 1(mod\ 13)

11^{100}\equiv\ 11^{4}(mod\ 13)\Rightarrow\ 11^{100}\equiv\ 3(mod\ 13)

.::. Então, podemos combinar ambas as respostas, e fazer:

7^{100}+11^{100}\equiv\ 9+3(mod\ 13) \Rightarrow 7^{100}+11^{100}\equiv\ 12(mod\ 13)

.::. Ou seja, o resto dessa divisão é igual a 12.

_________________________________________________________________________________

.::. Mais um exemplo: gostaria de saber o último algarismo do número 3^{300}.

.::. O último algarismo de um número é o resto da divisão dele por 10. Então, vamos passo a passo:

3^{2}\equiv\ -1(mod\ 10)

(3^{2})^{150}\equiv\ (-1)^{150}(mod\ 10)

3^{300}\equiv\ 1(mod\ 10)

.::. Ou seja, o último algarismo desse número é 1.

_________________________________________________________________________________

.::. E para calcular o resto da divisão de:

\displaystyle\ 74892^{359}.6379^{207}.9538^{179}.3756^{729}

por 5 ? :OOOOO

.::. Bom, vamos começar por 74892^{359}. Sabemos que \displaystyle\ 74892\equiv\ 2(mod\ 5) - faça os cálculos!. E também sabemos que \displaystyle\ 2^{2}\equiv\ -1(mod\ 5). Logo:

\displaystyle\ (2^{2})^{179}\equiv\ (-1)^{179}(mod\ 5)

\displaystyle\ 2^{358}\equiv\ -1(mod\ 5)

\displaystyle\ 2.2^{358}\equiv\ 2.(-1)(mod\ 5)

\displaystyle\ 2^{359}\equiv\ -2(mod\ 5)\Rightarrow\ -2\equiv\ 3(mod\ 5)

\displaystyle\ 2^{359}\equiv\ 3(mod\ 5)\Rightarrow\ 74892^{359}\equiv\ 3(mod\ 5) (A).

.::. Agora, vamos passar para \displaystyle\ 6379^{207}. Sabemos que \displaystyle\ 6379\equiv\ 4(mod\ 5) e que \displaystyle\ 4\equiv\ -1(mod\ 5). Logo:

\displaystyle\ 4^{206}\equiv\ (-1)^{206}(mod\ 5)

\displaystyle\ 4^{206}\equiv\ 1(mod\ 5)

\displaystyle\ 4.4^{206}\equiv\ 4.1(mod\ 5)

\displaystyle\ 4^{207}\equiv\ 4(mod\ 5)\Rightarrow\ 6379^{207}\equiv\ 4(mod\ 5) (B).

.::. Agora, faremos: \displaystyle\ 9538^{179}. Bem:

\displaystyle\ 9538\equiv\ 3(mod\ 5)

\displaystyle\ 3^{2}\equiv\ -1(mod\ 5)

\displaystyle\ (3^{2})^{89}\equiv\ (-1)^{89}(mod\ 5)

\displaystyle\ 3^{178}\equiv\ -1(mod\ 5)

\displaystyle\ 3.3^{178}\equiv\ 3.(-1)(mod\ 5)

\displaystyle\ 3^{179}\equiv\ -3(mod\ 5)\Rightarrow\ -3\equiv\ 2(mod\ 5)

\displaystyle\ 3^{179}\equiv\ 2(mod\ 5)\Rightarrow\ 9538^{179}\equiv\ 2(mod\ 5) (C).

.::. Por último, faremos \displaystyle\ 3756^{729}. Da mesma maneira, temos:

\displaystyle\ 3756\equiv\ 1(mod\ 5)

\displaystyle\ 3756^{729}\equiv\ 1(mod\ 5) (D).

.::. Agora, resolvendo o produto:

\displaystyle\ 74892^{359}.6379^{207}.9538^{179}.3756^{729}\equiv\ 3.4.2.1(mod\ 5)

\displaystyle\ 74892^{359}.6379^{207}.9538^{179}.3756^{729}\equiv\ 24(mod\ 5)

.::. Mas, 24\equiv\ 4(mod\ 5). Então:

\displaystyle\ 74892^{359}.6379^{207}.9538^{179}.3756^{729}\equiv\ 4(mod\ 5)

.::. Ou seja, o resto dessa divisão é 4!!!!!! 

::: Um papo sobre congruências e aritmética módulo m.

.::. Sabemos que \displaystyle 8 dividido por \displaystyle 7 é igual a \displaystyle 1, e o resto é \displaystyle 1. Aritmeticamente, escrevemos:

\displaystyle 8 = 7.1 + 1

.::. Sabemos também que \displaystyle 20 dividido por \displaystyle 5 é igual a \displaystyle 4 e o resto é \displaystyle 0. Podemos dizer que:

\displaystyle 20 = 5.4 + 0

.::. Nesse caso, dizemos que \displaystyle 5 divide \displaystyle 20, ou seja, 5 | 20.

 .::. Ou seja, dados \displaystyle\ a\in\mathbb{Z}\ ,b\in\mathbb{Z^{*}}, existem \displaystyle\ q, r\in\mathbb{Z} unicamente determinados tais que \displaystyle\ a=b.q+r e \displaystyle\ 0\leq\ r<a.

.::. Sejam, então, \displaystyle\ a, b, m\in\mathbb{Z}\ ,m\ >\ 0. Dizemos que \displaystyle\ a é congruente a \displaystyle\ b módulo \displaystyle\ m se, e somente se, \displaystyle m divide \displaystyle\ a-b.

::: Notação: \displaystyle\ a\equiv\ b(mod\ m)\Leftrightarrow\ m | (a-b) ou \displaystyle\ a-b=k.m\ , k\in\mathbb{Z}.

.::. Exemplos:

\displaystyle\ 20\equiv\ 4(mod\ 8), pois 8 divide 20-4

\displaystyle\ 8\equiv\ 1(mod\ 7), pois 7 divide 8-1

\displaystyle\ 20\equiv\ 0(mod\ 5), pois 5 divide 20-0

.::. Se \displaystyle\ a\equiv\ b(mod\ m) e \displaystyle\ b\equiv\ c(mod\ m), então:

\displaystyle\ a\equiv\ c(mod\ m)\Leftrightarrow\ m | (a-c).

::: Demonstração:

::: \displaystyle\ a-b=h.m\Leftrightarrow\ m|(a-b)

::: \displaystyle\ b-c=k.m\Leftrightarrow\ m|(b-c)

::: \displaystyle\ (a-b)+(b-c)=a-c\Leftrightarrow\ h.m+k.m=m.(h+k)

Logo,

\displaystyle\ a-c=m.(h+k), ou seja, m divide a-c c.q.d.

.::. Por exemplo, podemos provar que \displaystyle\forall\ n\in\mathbb{Z}, temos que \displaystyle\ n\equiv\ 7(mod\ 12)\Rightarrow\ n\equiv\ 3(mod\ 4).

Solução: Se \displaystyle\ 12 | (n-7)\Leftrightarrow\ n-7=12.k.

::: Vamos somar 4 a ambos os termos de n-7=12.k. Assim:

n-7+4=12.k+4\Rightarrow\ n-3=12.k+4\Rightarrow\ n-3=4(3k+1)

::: Isso significa que \displaystyle\ 4 | (n-3)\Rightarrow\ n\equiv\ 3(mod\ 4). c.q.d.

::: Mais um teorema.

::: Se a\equiv\ b(mod\ m) e c\equiv\ d(mod\ m), então:

a\pm\ c\equiv\ b\pm\ d(mod\ m) 

::: Demonstração:

a\equiv\ b(mod\ m)\Rightarrow\ a-b=k.m

c\equiv\ d(mod\ m)\Rightarrow\ c-d=h.m

::: Somando-se agora:

\displaystyle\ (a-b)+(c-d)=k.m+h.m\Rightarrow\ (a-b)+(c-d)=m.(k+h)

::: Mas,

\displaystyle\ (a-b)+(c-d)=(a+c)-(b+d)\Rightarrow\ (a+c)-(b+d)=m.(k+h).

::: Ou seja, \displaystyle\ m | (a+c)-(b+d).

::: Assim, a\pm\ c\equiv\ b\pm\ d(mod\ m) c.q.d.

::: Um teorema muito importante!

.::. Se a\equiv\ b(mod\ m), então:

a^{n}\equiv\ b^{n}(mod\ m), \forall\ n\in\mathbb{Z+}

::: Demonstração por indução: (clique aqui para ler o artigo sobre indução finita):

i) Para n=1, temos a^{n}\equiv\ b^{n}(mod\ m)\Rightarrow\ a\equiv\ b(mod\ m)

ii) Para n=k, temos a^{k}\equiv\ b^{k}(mod\ m) => hipótese

iii) Para n=k+1, temos a^{k+1}\equiv\ b^{k+1}(mod\ m) => tese

::: De i) e ii), temos que a\equiv\ b(mod\ m) e a^{k}\equiv\ b^{k}(mod\ m).

::: Mas, se temos a\equiv\ b(mod\ m) e c\equiv\ d(mod\ m), podemos fazer:

a.c\equiv\ b.d(mod\ m) 

::: Demonstração:

.::. Se \displaystyle\ a-b=km, podemos fazer: \displaystyle\ ac-bc=ckm

.::. Mas, se \displaystyle\ c-d=hm\Rightarrow\ c=hm+d. Logo,

\displaystyle\ ac-(bhm+bd)=ckm\Rightarrow\ ac-bd=m(ck+bh)\Rightarrow\ m | (ac-bd) c.q.d.

::: Logo, para a\equiv\ b(mod\ m) e a^{k}\equiv\ b^{k}(mod\ m) temos:

a^{k}.a\equiv\ b^{k}.b(mod\ m)\Rightarrow\ a^{k+1}\equiv\ b^{k+1}(mod\ m) c.q.d. 

::: Universos Paralelos.

..:: Um novo tipo de função.

.::. Um novo tipo de função, ou uma nova maneira de enxergar funções. A Matemática é realmente maravilhosa. É possível modelar diferentes métodos de interpretação, sem que estes estejam equivocados.

.::. Bom estive imaginando uma nova maneira de enxergar uma função. Nada que seja rigoroso, nem mesmo necessita ser didático, ou “matematicamente correto”.

.::. Estamos habituados a trabalhar com funções cujos gráficos são determinados a partir de pontos obtidos pela interseção de retas perpendiculares entre si. Veja a figura abaixo:

.::. Mas, na realidade, podemos “construir” uma função da maneira que desejarmos. Por exemplo, seja uma função \phi ou f(\lambda) formada pela interseção de circunferências de centros:

\displaystyle\ C_{\lambda}=(\lambda\ ,0)\\ C_{\phi}=(0,\phi)\Longrightarrow\lambda ,\phi\in\mathbb{R}

.::. Cujos raios são, respectivamente, \displaystyle\ |\lambda |\ e\ |\phi |.

.::.   Nesta função, a variável independente é \lambda, e a variável dependente \phi. Quando se diz, por exemplo, que \lambda assume um valor qualquer, devemos traçar uma circunferência de centro em (\lambda ,0) de raio  \ |\lambda | e, para o valor obtido para \phi, uma circunferência de centro (0,\phi ) de raio \ |\phi |.

.::. Exemplo:

.::. Observemos que as circunferências se encontram nos pontos P(x,y) e na origem do plano (0,0).

.::. Se \phi é uma função polinomial, podemos ter:

 \phi =f(\lambda )=a_0+a_1\lambda +a_2\lambda ^{2}+\cdots\ a_n\lambda ^{n}, por exemplo.

.::. Mas, para termos uma noção analítica do que ocorre com tal função dispondo das notações que estamos habituados, podemos interpretá-la da seguinte forma:

.::. Sabemos que a equação reduzida de uma circunferência de centro C(a,b) é dada por:

\displaystyle\ (x-a)^{2} + (y-b)^{2}=r^{2}

.::. Portanto, podemos fazer:

1) Para \displaystyle\ C_{\lambda}=(\lambda\ ,0):

\displaystyle\ (x-\lambda )^{2} + (y)^{2}=\lambda ^{2}

\displaystyle\ x^2\ +y^2\ -2.x.\lambda\ =0

\displaystyle\lambda =\frac{x^2+y^2}{2x}      (1)

1) Para \displaystyle\ C_{\phi}=(0,\lambda ):

\displaystyle\ (x )^{2} + (y-\phi)^{2}=\phi ^{2}

\displaystyle\ x^2\ +y^2\ -2.y.\phi\ =0

\displaystyle\phi =\frac{x^2+y^2}{2y}      (2)

.::. Assim, podemos ver que tanto \phi como \lambda são funções do tipo f(x,y).

.::. Seja a função \phi =a\lambda +b uma função do primeiro grau, tal que a,b\in\mathbb{R}\Rightarrow\ a\neq 0.

.::. Substituindo as relações (1) e (2) na função acima, obtemos:

\displaystyle\phi =a\lambda +b\Longrightarrow\frac{x^2+y^2}{2y}=a\left(\frac{x^2+y^2}{2x}\right)\ +b

.::. Resolvendo a igualdade acima, obtemos: 

\displaystyle\ x^3-ay^3+xy^2-ax^2y-2bxy=0

.::. Uma função analítica implícita, que depende unicamente dos coeficientes a e b de \phi.

.::. O resultado mais belo obtido por essa função é seu gráfico. Observe alguns exemplos:

a) \phi =\lambda +2

 

b) \phi =\lambda

 

c) \phi =-\lambda -1

 

d) \phi =-3\lambda +8

e) \phi =-3\lambda -3

 

.::. Seja agora \displaystyle\phi =\frac{a\lambda +b}{c\lambda +d} uma função composta, tal que \displaystyle\ a,b,c,d\in\mathbb{R}\Longrightarrow\ a,c\neq 0\ e\ \lambda\neq\frac{-d}{c}.

.::. Substituindo as relações \displaystyle\phi =\frac{x^2+y^2}{2y} e \displaystyle\lambda =\frac{x^2+y^2}{2x} na função acima, obtemos:

\displaystyle\ c(x^2+y^2)^2+2(x^2+y^2)(dx-ay)-4bxy=0

.::. Exemplos:

a) \displaystyle\phi =\frac{\lambda +1}{\lambda}

 

b) \displaystyle\phi =\frac{\lambda +10}{2\lambda +1}

 

 .::. Observação: curva muito semelhante à lemniscata de Bernoulli.

c) \displaystyle\phi =\frac{\lambda +10}{10\lambda +1}

.::. A lemniscata de Bernoulli é uma curva da forma \displaystyle\ (x^2+y^2)^2=2a^2(x^2-y^2).

.::. É um tipo de oval de Cassini, que é definida como o lugar dos pontos do plano, cujo produto das distâncias a dois pontos fixos do plano é constante. Sendo os pontos (a,0) e (-a,0) e a constante for k, a equação da oval será:

\displaystyle\ [(x-a)^2+y^2].[(x+a)^2+y^2]=k^2

.::. Para k=a^2, a lemniscata é uma oval cuja equação está representada acima.

 

..:: Euler Zeta Function (English Version).

.::. Because the articles of my friend Americo Tavares, I decide write an article about the Euler zeta function, defined by:

\displaystyle\zeta (s)=\sum_{n=1}^{\infty}\frac{1}{n^{s}}=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...+\frac{1}{n^{s}}+...

.::. and it is absolutely convergent if, and only if, s>1

.::. In particular, for this article, I wish to prove the function of this beautiful relationship with the prime numbers, demonstrated by the Euler:

\displaystyle\zeta (s)=\sum_{n=1}^{\infty}\frac{1}{n^{s}}=\displaystyle\Pi_{p\ prime}\left( 1-\frac{1}{p^{s}}\right) ^{-1}

or,

\displaystyle\zeta (s)=\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{7^{s}}\right) ^{-1}.\cdots

.::. Demonstration.

.::. We know that:

\displaystyle\zeta (s)=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...+\frac{1}{n^{s}}+... (1)

.::. Be:

\displaystyle\frac{1}{2^{s}}\zeta (s)=\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+\frac{1}{6^{s}}+\frac{1}{8^{s}}+... (2)

.::. Do it now (1) - (2):

\displaystyle\zeta (s)-\frac{1}{2^{s}}\zeta (s)=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...-\frac{1}{2^{s}}-\frac{1}{4^{s}}-\frac{1}{6^{s}}-\frac{1}{8^{s}}-\cdots

.::. This implies that:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{9^{s}}+\cdots

 .::. Be now:

\displaystyle\frac{1}{3^{s}}\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{9^{s}}+\frac{1}{15^{s}}+\frac{1}{21^{s}}+\cdots

.::. Do that \displaystyle\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)-\frac{1}{3^{s}}\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s), in order to achieve:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+...-\frac{1}{3^{s}}-\frac{1}{9^{s}}-\\-\frac{1}{15^{s}}-\frac{1}{21^{s}}-\cdots

.::. Therefore, we must::

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+\frac{1}{13^{s}}+\frac{1}{17^{s}}+...

.::. According to the equation above, we do:

\displaystyle\frac{1}{5^{s}}\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{25^{s}}+\frac{1}{35^{s}}+...

.::. We can operate now:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)-\frac{1}{5^{s}}\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)

.::. Please note the result:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+...-\frac{1}{5^{s}}-\\ -\frac{1}{25^{s}}-\frac{1}{35^{s}}-...

.::. This implies that:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+\frac{1}{13^{s}}+...

.::. Note that the limited, we are eliminating all multiples of \displaystyle\frac{1}{2^{s}}, \displaystyle\frac{1}{3^{s}}, \displaystyle\frac{1}{5^{s}}, and so forth, including themselves. So, if continue this way with all the cousins, there will be left only to the 1, for induction. So:

\displaystyle\Pi_{p\ prime}\left(1-\frac{1}{p^{s}}\right)\zeta (s)=1

were \Pi denotes product

\displaystyle\Pi_{p\ prime}\left(1-\frac{1}{p^{s}}\right)\zeta (s)=1\Longrightarrow\zeta (s)=\Pi_{p\ prime}\left( 1-\frac{1}{p^{s}}\right) ^{-1}

.::. How would demonstrate.

..:: Imagem do dia.

..:: Para ver a imagem no tamanho original, clique aqui

.::. Com certeza a imagem do dia, e talvez do ano, seja a obtida por vários astrônomos através de diversos e potentes telescópios. Afinal, isto é o que constitui a ciência: o trabalho em conjunto. A imagem é de um buraco negro expelindo jatos luminescentes de matéria - constituída basicamente por partículas - no espaço cósmico, como que “metralhando” uma outra galáxia.

.::. “Já observamos fenômenos produzidos por buracos negros, mas esta é a primeira vez que os vemos atingir uma galáxia desta maneira”, revelou Dan Evans, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian em Cambridge, que dirigiu o estudo.

.::. Estes lançamentos de partículas dos buracos negros produzem níveis elevados de radiação, que combinados com a velocidade das partículas - próxima a da luz - são capazes de danificar severamente a atmosfera dos planetas que estão em seu trajeto. Entre os possíveis efeitos estão a destruição da camada de ozônio que protege os planetas, destacou a Nasa. O fenômeno foi observado no sistema 3C321, que abriga duas galáxias em órbita uma em torno da outra.

..:: Fonte: http://afp.google.com/article/ALeqM5ism207cFIe5Y6KTAs73pjZ2TI4vQ

.::. Para a concepção da imagem, foram coletados dados de raios  X  - Chandra (roxo), ópticos e ultravioletas (UV)  - Hubble (vermelha e laranja), e as emissões de rádio do Very Large Array (VLA) e MERLIN (azul). 

.::. Esses dados mostram duas galáxias vizinhas, e o jato sendo expelido ferozmente do buraco negro do centro da galáxia do canto inferior esquerdo da imagem em direção à outra galáxia. Este jato de matéria é, assim, ”rebatido” na galáxia vizinha, assim como ocorre com o jato de água de uma mangueira que é interceptado por um muro. Neste caso, o muro gravitacional da galáxia vizinha causa perturbações drásticas no jato de matéria. Um imagem belíssima e extremamente rara, nunca obtida anteriormente. 

.::. Buraco Negro é uma região do espaço onde o campo gravitacional é tão forte que nada sai dessa região, nem a luz. Um campo gravitacional forte o suficiente para impedir que a luz escape pode ser produzido, teoricamente, por grandes quantidades de matéria ou matéria em altíssimas densidades.

.::. Uma vez que nada sai de um buraco negro, nada de um buraco negro chega até nós. Resta então apenas observá-lo indiretamente, através de sua ação sobre sua vizinhança. Observa-se um buraco negro verificando os  fatos e fenômenos que o rodeiam sob a ação do seu campo gravitacional.

.::. Para saber mais:

http://socrates.if.usp.br/~carvajr/buraco.html

http://www.observatorio.ufmg.br/pas19.htm

http://www.nasa.gov

..:: Função Zeta de Euler.

.::. Motivado pelos artigos de meu amigo Américo Tavares, resolvi escrever um artigo sobre a função zeta de Euler, definida por:

\displaystyle\zeta (s)=\sum_{n=1}^{\infty}\frac{1}{n^{s}}=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...+\frac{1}{n^{s}}+...

que é absolutamente convergente se, e somente se, s>1

.::. Em especial, para este artigo, desejo provar a belíssima relação desta função com os números primos, demonstrada pelo próprio Euler:

\displaystyle\zeta (s)=\sum_{n=1}^{\infty}\frac{1}{n^{s}}=\displaystyle\Pi_{p\ primo}\left( 1-\frac{1}{p^{s}}\right) ^{-1}

ou seja,

\displaystyle\zeta (s)=\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right) ^{-1}.\left( 1-\frac{1}{7^{s}}\right) ^{-1}.\cdots

.::. Demonstração.

.::. Sabemos que:

\displaystyle\zeta (s)=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...+\frac{1}{n^{s}}+... (1)

.::. Seja

\displaystyle\frac{1}{2^{s}}\zeta (s)=\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+\frac{1}{6^{s}}+\frac{1}{8^{s}}+... (2)

.::. Façamos agora (1) - (2):

\displaystyle\zeta (s)-\frac{1}{2^{s}}\zeta (s)=1+\frac{1}{2^{s}}+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{4^{s}}+...-\frac{1}{2^{s}}-\frac{1}{4^{s}}-\frac{1}{6^{s}}-\frac{1}{8^{s}}-\cdots

.::. Isto implica que:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{9^{s}}+\cdots

 .::. Seja, agora,

\displaystyle\frac{1}{3^{s}}\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{9^{s}}+\frac{1}{15^{s}}+\frac{1}{21^{s}}+\cdots

.::. Façamos \displaystyle\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)-\frac{1}{3^{s}}\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s), afim de obtermos:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{3^{s}}+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+...-\frac{1}{3^{s}}-\frac{1}{9^{s}}-\\-\frac{1}{15^{s}}-\frac{1}{21^{s}}-\cdots

.::. Logo, temos que:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+\frac{1}{13^{s}}+\frac{1}{17^{s}}+...

.::. De acordo com a relação acima, vamos fazer:

\displaystyle\frac{1}{5^{s}}\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{25^{s}}+\frac{1}{35^{s}}+...

.::. Podemos, assim, operar:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)-\frac{1}{5^{s}}\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)

.::. Observe o resultado:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{5^{s}}+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+...-\frac{1}{5^{s}}-\\ -\frac{1}{25^{s}}-\frac{1}{35^{s}}-...

.::. Isto implica que:

\displaystyle\left( 1-\frac{1}{5^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{3^{s}}\right)\left( 1-\frac{1}{2^{s}}\right)\zeta (s)=1+\frac{1}{7^{s}}+\frac{1}{11^{s}}+\frac{1}{13^{s}}+...

.::. Observe que, aos poucos, estamos eliminando todos os múltiplos de \displaystyle\frac{1}{2^{s}}, \displaystyle\frac{1}{3^{s}}, \displaystyle\frac{1}{5^{s}}, e assim sucessivamente, inclusive eles próprios. Logo, se prosseguirmos desta forma com todos os primos, haverá de restar apenas o 1, por indução. Assim:

\displaystyle\Pi_{p\ primo}\left(1-\frac{1}{p^{s}}\right)\zeta (s)=1

onde \Pi denota produtório

\displaystyle\Pi_{p\ primo}\left(1-\frac{1}{p^{s}}\right)\zeta (s)=1\Longrightarrow\zeta (s)=\Pi_{p\ primo}\left( 1-\frac{1}{p^{s}}\right) ^{-1}

.::. Como queríamos demonstrar.

..:: Uma questão da UFJF - 2007.

.::. Estava observando a prova do vestibular da Universidade Federal de Juiz de Fora / MG (UFJF) deste ano, e deparei-me com uma questão muito interessante, que dizia:

Questão 3. A área do hexágono regular ABCDEF é 180\ cm^{2}.

Qual a área do triângulo sombreado, em centímetros quadrados?

a) 10

b) 15

c) 20

d) 25

e) 30

Solução:

.::. Vamos chamar o lado do hexágono regular ABCDEF de L. A área do hexágono regular é dada pela fórmula:

\displaystyle\ A_{6}=3L^{2}\frac{\sqrt{3}}{2}

.::. Logo, podemos fazer:

\displaystyle\ 180=3L^{2}\frac{\sqrt{3}}{2}\Rightarrow\ L^{2}=40\sqrt{3}

.::.  Observemos agora que, no interior do hexágono maior, há um hexágono HIJLMN, igualmente regular, menor. Chamemos a medida de seus lados de l.

.::. Queremos provar que o lado AH é côngruo ao lado FH. Isso é simples. A medida do ângulo interno de um hexágono regular é dada por:

 \displaystyle\ a_i=\frac{(n-2)180^{o}}{n}\Rightarrow\ a_6=120^{o}

.::. Portanto, observe a figura abaixo:

.::. Os triângulos AHI, FHN, ENM, DML, CLJ, BJI são todos equiláteros, e as medidas de seus lados são l. Utilizando a lei dos co-senos \displaystyle\ a^{2}=b^{2}+c^{2}-2bc.cos\widehat{A}, temos:

\displaystyle\ L^{2}=l^{2}+l^{2}-2l^{2}.cos\ 120^{o}

\displaystyle\ 40\sqrt{3}=2.l^{2}-2l^{2}.(-cos\ 60^{o})

\displaystyle\ 40\sqrt{3}=2.l^{2}\left( 1+\frac{1}{2}\right)

\displaystyle\ 40\sqrt{3}=2.l^{2}\frac{3}{2}

\displaystyle\ l^{2}=40\frac{\sqrt{3}}{3}

.::. A área do triângulo AFH pode ser dada pela lei dos senos para o cálculo de áreas para triângulos:

\displaystyle\ A_3=\frac{1}{2}bc.sen\widehat{A}

\displaystyle\ A_3=\frac{1}{2}l^{2}.sen\ 120^{o}

\displaystyle\ A_3=\frac{1}{2}.40\frac{\sqrt{3}}{3}.sen\ 60^{o}

\displaystyle\ A_3=20.\frac{\sqrt{3}}{3}.\frac{\sqrt{3}}{2}

\displaystyle\ A_3=10\ cm^{2}

.::. Se, porventura, o aluno veio a se esquecer da fórmula acima, pode-se calcular a mesma área por:

\displaystyle\ A_3=\frac{b.h}{2}\Rightarrow\ A_3=\frac{L.h}{2}   (1)

.::. Ainda não temos h, que pode ser calculada por:

\displaystyle\ l^{2}=\frac{L^{2}}{4}+h^{2}

\displaystyle\ 40\frac{\sqrt{3}}{3}=\frac{40\sqrt{3}}{4}+h^{2}

\displaystyle\ h^{2}=\frac{10\sqrt{3}}{3}

 

.::. Voltando em (1), temos que:

\displaystyle\ A^{2}_3=\frac{L^{2}.h^{2}}{4} 

\displaystyle\ A^{2}_3=\frac{40\sqrt{3}.10\sqrt{3}}{12}